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17.10.12

WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: Angela Merkel, persona non grata em Portugal

WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: Angela Merkel, persona non grata em Portugal:   Depois da Grécia, Angela Merkel deve visitar Portugal no próximo dia 12 de Novembro. Depois de conseguir vergar os governos dos paíse...

6.10.12

PALAVROSSAVRVS REX: LISTA LAGARDE E A POCILGA POLÍTICA GREGA

PALAVROSSAVRVS REX: LISTA LAGARDE E A POCILGA POLÍTICA GREGA

Um texto digno de leitura sobre algo que nos une profundamente a Grécia.
E como corolário das espantosas comemorações do centenário de implantação da Republica.

15.7.12

Já ardem capitais europeias...

Por esta Europa fora, os escândalos e as fraudes sucedem-se a um ritmo avassalador. Nunca como hoje a face de um capitalismo selvagem, que não olha a meios para maximizar os seus lucros, se tornou tão evidente, condenando milhares à pobreza e, em muitos casos, ao desespero e à morte.
A última bomba - que conhecerá pavorosos desenvolvimentos ao longo dos próximos dias e semanas, com consequências políticas e económicas ainda imprevisíveis - é a maior fraude financeira da história: a manipulação, efectuada por grandes bancos, da taxa de referência Libor. As redes sociais têm vindo a assinalar que não foi apenas o Barclays que esteve envolvido nessa fraude, mas muitos outros bancos, incluindo poderosos bancos alemães e norte-americanos.
Na vizinha Espanha, a anónima deputada Andrea Fabra brindou os desempegrados, em plena sessão de parlamento, com um explícito uso do espanhol vernacular que, além de indignar os presentes, lançou fogo a toda o país. Neste momento, para além do que se diz e se escreve, são já milhares os que exigem a sua demissão.
Por cá, o circo ainda vai no adro. Mas as labaredas já quiemam: um personagem político, exuberantemente conhecido nas redes sociais, e pelos piores motivos, teima em assobiar para o lado, clamando, com o apoio dos ainda poderosos deste país sob intervenção externa, que está tudo bem e que não se passa nada....

Esperemos que a fraude Barclays não venha a contaminar também outros bancos do nosso reduzido sistema financeiro. É que a bancarrota do BPN já nos colocou sob intervenção externa e o BPN apenas representava 3% do sistema financeiro português....

As próximas semanas serão muitíssimo interessantes!

14.6.12

Verão quente antecipado

A Europa enfrenta, nas próximas semanas, um dos momentos mais decisivos da sua história recente.
As informações provenientes das principais agências noticiosas internacionais apontam para a existência de "planos de contingência" caso a Grécia venha a abandonar o euro. As declarações de líderes políticos europeus não são nada securizantes. Parece que o apocalipse estará prestes a ter lugar.
Estas notícias, acrescidas daquilo que está, neste momento, a suceder na Grécia - com o povo em pânico, armazenando bens alimentares e concretizando aquilo que os anglo-saxónicos designam como um bank-run, além dos 3000 suicídios já registados desde o início da crise - , não auguram nada de bom para um projecto europeu comum que se desejava solidário e capaz de, assegurando crescimento económico, garantir simultaneamente direitos sociais para todos. 
O que penso eu disto tudo?
Três notas apenas para explicitar o meu ponto de vista:
1) Líderes fracos são sempre um problema acrescido para todos. A Europa tem um presidente da Comissão que não lidera, que apenas é ouvido quando fala em público. Parece que a Europa tem um presidente, cujo nome é praticamente desconhecido dos europeus, e cujo papel não se sabe muito bem qual é. Só uma voz se ouve na Europa: a da senhora A. Merkel, clamando e ameaçando quem com ela não concordar, por mais e mais austeridade. Ainda que a receita da austeridade e a punição exemplar dos gregos tenha, para já, levado 5 países à recessão (e alguns deles ao colapso económico-financeiro) - são 5 sim, ainda que um deles formalmente ainda não tenha solicitado o resgate! - , a senhora Merkel continua e continuará a insistir na mesma tecla. Como disse antes, líderes fracos ou líderes medíocres são sempre um problema para todos.
2) O problema de ver o mundo à luz da ideologia. Predomina na Europa uma ideologia neo-liberal, segundo a qual o importante é reduzir os custos para aumentar a competitividade. Esta ideologia tem uma outra faceta: os gastos sociais devem ser eliminados pois cada um deve gerar riqueza para si próprio. Como se operacionaliza esta ideologia? Do modo mais linear que se possa imaginar: cortam-se os salários de quem trabalha para gerar uma deflação interna. Teoricamente os custos de produção são reduzidos e, portanto, a produtividade aumenta no sentido em que se possam vender os produtos por um preço menor. Ideologia de cartilha ou da treta! Há um reverso da moeda que esta ideologia omite: a deflação interna gera redução do consumo, gerador, por sua vez, de desemprego, tipo pescadinha de rabo na boca... O Japão experimentou esta receita no passado e há 25 anos que se encontra em processo de deflação... Obviamente que não é desta forma que se vai gerar crescimento económico e geração de emprego! Acrescente-se, no caso europeu, globalmente considerado, que há uma dívida enorme para pagar, a qual só pode ser paga se existir crescimento económico... Acho que este aspecto já foi suficientemente explicado e não é necessário dizer mais nada...
3) O lugar das pessoas no mundo económico. A revolução bolchevique, em 1917, foi desencadeada por um forte sentimento de opressão que os trabalhadores fabris sentiam na então Rússia czarista, tendo originado uma ditadura terrível e mortífera cuja memória ainda causa horrores a quem a viveu de perto. Hitler ganhou eleições e subiu ao poder no rescaldo de um país devastado pela 1ª guerra mundial, e pelas humilhações e compensações financeiras que teve de pagar aos vencedores. Não será necessário relembrar todo o pavor e a cultura da morte que se instalou por esta Europa fora... Receio muito que o momento actual que vivemos esteja a criar as condições para o ressurgimento de algo profundamente perigoso e pernicioso para todo o agir colectivo. 

7.4.12

Ladrões de Bicicletas: Et voilà!

Ladrões de Bicicletas: Et voilà!: Aí está o segundo programa da troica, apresentado como um inocente guarda-chuva a abrir em caso de necessidade, isto é, em caso de fracasso...

Portugal Uncut: "A solução? Sugar-lhes o tutano." (Troika)

Portugal Uncut: "A solução? Sugar-lhes o tutano." (Troika): A Alfredo da Costa é encerrada pouco depois de um farmacêutico reformado dar um tiro nas têmporas, gritando "não quero deixar dívidas aos me...

Não perdoamos os carrascos que nos «crucificam»!

Não perdoamos os carrascos que nos «crucificam»!


O governo de ocupação aniquilou-me literalmente qualquer possibilidade de sobrevivência dado que o meu rendimento era inteiramente proveniente de uma pensão que eu, sem qualquer apoio de ninguém nem do Estado, financiei durante 35 anos.
Porque a minha idade me impede de assumir uma acção radical (se não fosse isso, se um cidadão decidisse lutar com uma Kalashnikov, eu seria o primeiro a segui-lo), não me resta nenhuma solução excepto colocar um fim decente à minha vida antes de ser forçado a procurar comida nos caixotes do lixo e de ser um peso para os meus filhos.
Eu acredito que a juventude sem futuro brevemente empunhará armas e enforcará todos os traidores nacionais de cabeça para baixo, como os Italianos fizeram a Mussolini em 1945.

Dimitris Christoulas


23.3.12

Porrada para todos


Um país à beira da ruptura porque alguém, incomodado com os protestos, achou que o povo precisa é de ganhar muito respeitinho pelo chefe e nunca criticar ou protestar. Quanto muito, deveriam sair do país, mas nunca contestar o facto de o chefe nos querer bons alunos, alunos aplicados, alunos não piegas. E para isso nada melhorar do que distribuir pancadaria, já agora aos que mostram uma máquina fotográfica.

Isto além de trágico mostra bem a reduzida inteligência de quem deveria ter responsabilidades políticas. É que se esqueceram que estamos em 2012 e que hoje já todo o telemóvel, mesmo o menos sofisticado, possui câmara de filmar, e que existem redes sociais e internet...

Enfim, nada de novo no Reino da Dinamarca...

19.2.12

Não são preciasas palavras, pois não?


A imagem pertence ao blogue Ladrões de Bicicletas e exprime o nosso futuro próximo. Um futuro trágico e pavoroso, apesar daquilo que muitos dos fazedores de opinião nos quererem fazer crer.
Claro que, e aqui temos que concordar com todos os que assinaram o Memorando de Entendimento com a Troika, se não fosse o programa de assistência financeira já estaríamos todos na bancarrota. E a fome e distúrbio social que se anuncia já fariam parte do nosso quotidiano.

13.2.12

News from Greece

A caixa de Pandora já foi aberta e todos sabemos como esta narrativa irá terminar.

A recente aprovação de mais um pacote com duríssimas e inexequíveis condições de austeridade, a cumprir pelo povo grego, sob imposição da Troika comunitária, mais não permitirá do que fornecer um ténue balão de oxigénio, tempo considerado mais do que suficiente para que os poucos fundos que ainda detêm dívida soberana grega a possam transaccionar no mercado secundário. Porque é exactamente disso que estamos a falar. Ganhar tempo para que os activos tóxicos possam ir parar a outras carteiras, permitindo que a bancarrota - o default, como agora se diz - seja organizada. Tudo isto é por demais evidente, já que nem os responsáveis políticos alemães o negam.

A Grécia está falida e vai declarar a insolvência num espaço de tempo curto. Aliás, não tem outra hipótese já que não produz nem vai produzir nada com medidas que destroem o parco emprego ainda existente.

A segunda parte da história é que a Europa é bem capaz de se desagregar, pelo menos, como dizíamos há uns tempos atrás, a actual configuração da União Europeia não deverá resistir ao que sucederá a seguir. Mais uma vez, importantes responsáveis políticos alemães já anteciparam e incorporaram esse cenário.

Como fica Portugal?
Muito mal. Aliás, todos os sinais demonstram já que o dito programa de ajuda externa não está a dar os resultados esperados e que, em breve, conheceremos o nosso futuro. Bastará acompanhar, com atenção, o que vai sucedendo na Grécia para percebermos o que nos espera. Mas a história não termina aqui.

Há uma terceira parte e uma quarta parte e, provavelmente, muitas outras partes ainda antes que o filme termine.

Na Grécia, a violência contra os representantes do poder económico e político, e, em larga medida, contra os opressores, já se manifestou: surgiram cartazes, nas manifestações, apelando ao assassínio dos banqueiros, várias esquadras de polícia foram incendiadas, as lojas outlet de grandes marcas multinacionais foram vandalizadas e incendiadas, repartições das finanças arderam, assim como bancos.
Dir-se-ia - pelo menos foi essa a explicação oficial, foi um grupo de anarquistas violentos, porém as imagens controladas da televisão portuguesa mostraram o queimar da bandeira alemã.

Os relatos que chegam directamente da Grécia assinalam a intensificação da repressão da população por parte das forças policiais gregas que chegaram a temer que a população ocupasse e incendiasse o parlamento, aonde se discutia a aprovação do famoso segundo pacote de resgate.

A Troika, liderada pelo governo alemão, tem vindo a impor e a exigir condições humilhantes ao povo grego. Fica-se com a ideia que o povo grego padece de um pecado original ou o que se lhe quiser chamar: é preguiçoso, corrupto, indolente, não trabalha, não produz e merece ser castigado, merece que sejam outros a dar-lhes ordens e a reconduzi-los à dita produtividade.
Este aspecto é tanto mais grave quanto sabemos, pela história, que a Alemanha Nazi ocupou a Grécia e que, em nome de uma ideologia de uma pretensa superioridade da raça ariana, dizimou vários milhões de habitantes europeus.

Aquilo que se passa hoje na Grécia deveria fazer-nos reflectir colectivamente sobre o que é a Europa e o que queremos que ela seja no futuro.

Pela minha parte, eu jamais vou aprender a falar alemão!

4.1.12

Terra dos Espantos: Um jardim às moscas

Terra dos Espantos: Um jardim às moscas Um magnífico artigo de opinião que espelha, com clareza, a trágica situação que se vive neste início de ano em Portugal. Não tenho mais nada a acrescentar.