Mostrar mensagens com a etiqueta como eu sou. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta como eu sou. Mostrar todas as mensagens

6.12.09

Happy

Nesta sexta-feira, dia 4 de Dezembro, comemorei o meu aniversário com um jantar soberbo e uma companhia excelsa, numa cidade europeia extraordinária!
Adorei tudo: a comida, o convívio, os percursos, os sábios conselhos, a Amizade franca, dedicada e reconfortante!!!:))))
Materialmente tenho mais idade, mas esse facto não me afecta: na realidade, estou hoje muito mais feliz porque possuidor de uma Luz e de uma Energia capaz de fazer mover montanhas!
Obrigado por tudo!

8.6.09

Da alegria de te saber salvo

Normalmente só nos damos conta da importância e do valor que os eventos, coisas ou pessoas têm para nós quando estamos a ponto de as perder ou já as perdemos definitivamente.
A recente tragédia que assolou tantas famílias daqui e d'além-mar, e a que já me referi num outro espaço, levou-me a reflectir, com maior acuidade, acerca desta situação.
Usualmente, damos por adquirido que tudo o que possuimos é nosso naturalmente e que essa situação perdurará eternamente. E, decorrente disso, às vezes, esquecemo-nos que somos humanos, com as virtudes e as menos-valias que a nossa natureza comporta.
Pensar que te poderia perder para sempre seria, para mim e tenho a certeza que, para ti também, uma dor inominável, daquelas que os compêndios dos sábios só designam por fórmulas, tal como os planetas fora do sistema solar, imperceptíveis ao olhar e ao conhecimento da Razão.
Sinto uma grande alegria em te saber sobre chão firme!

27.5.09

Da vida a dois e do meu entendimento acerca disso

Sempre tive muita dificuldade em compreender que duas pessoas adultas que, de comum acordo, decidem compartilhar uma vida se possam agredir mutuamente ao ponto de tornarem esse projecto comum de vida um inferno. 
Mais dificuldades tenho em compreender que essas agressões tenham lugar usando as crianças como moeda de chantagem afectiva.
Acredito que, provavelmente, a aproximação e a construção comum de um projecto de vida terá tido, como base, o respeito mútuo, a confiança, o diálogo e, naturalmente, o carinho, a ternura e o afecto. No fundo, aquilo que designamos como o Amor.
É, por isso, para mim, profundamente perturbador receber a notícia de que uma amiga de infância, casada, com 2 crianças amorosas, se tentou suicidar porque o seu casamento, fruto de rotinas desgastantes instituídas, se estava a desmoronar. Simplesmente não consigo compreender esta situação. E a dor e o sofrimento que ela evidencia.
É, por isso, para mim, profundamente gratificante saber que, apesar desta situação negativa e trágica, ainda há amigos e amigas que, graças a Deus, constrõem e cuidam desse projecto comum de vida e se auto-intitulam de felizes juntos!

12.5.09

Desabafo

Estou a precisar de tirar uns dias de férias. Sinto-me cansado. E também bastante down.
Ontem tive uma experiência que me fez soar as campainhas de alarme: coloquei umas coisas na bagageira do carro e fechei a tampa; quando, freneticamente, procuro a chave do carro nos bolsos das calças e do casaco, apercebo-me que a devo ter deixado dentro da mala do carro. E aí, para além da maçada de ter de chamar um táxi para me ir buscar, por forma a que, em minha casa, eu recuperasse a outra cópia da chave, tive uma clara consciência de que alguma coisa não está muito bem comigo. E isso assustou-me. Dei-me conta que já não sou jovem. Que já estarei em fase de contagem decrescente, sei lá.... E a verdade é que fiquei perturbado.
Claro que a história da falta de concentração e de memória pode ser explicada por razões mais comezinhas, como sejam o andar a dormir pouco e mal, o andar a fazer 6 horas de viagem de carro num dia, com trabalho intelectual super intenso nesse período, mais as chatices de tentar emagrecer, etc, etc, etc. Mas isto são, como diria uma amiga minha, desculpas de mau pagador! A verdade é que a ideia de estar a envelhecer não me está a agradar nada. Mas eu até devia encarar isto com alguma calma, até porque eu já não tenho nenhum ar de menino de coro. E, além disso, eu nunca me preocupei absolutamente nada com a aparência: quando tinha cabelo, ele andava sempre desalinhado, despenteado, wild, poderíamos dizer; quando tinha 20 anos, tanto me dava vestir uma calça de ganga bem gasta e na moda, como uma claça de fazenda com os vincos passados a ferro.
Mas agora, começar a fazer as coisas em piloto automático e começar a fazer asneira - e da grossa - isso perturba-me e muito.
Pensando bem, já não é a 1ª vez que eu faço asneira e da forte. Mas, das outras vezes, uma alma caridosa, que me quer bem, teve a gentileza e o cuidado de me avisar e de me chamar a atenção. Mas agora eu apercebi-me que já não tenho 20 anos. E isso assustou-me.
Eu sei bem a idade que tenho.
Sei bem as minhas qualidades e as minhas fragilidades.
Porém, pela 1ª vez, eu pude aperceber-me que as fragilidades começam a ser maiores do que as qualidades. E isso está a causar-me muita ansiedade. E perturbação.

20.4.09

This is my Life....

This Is My Life, Rated
Life: 6.3
Mind: 7.3
Body: 6
Spirit: 6.4
Friends/Family: 3.2
Love: 5.4
Finance: 7.5
Take the Rate My Life Quiz
Vi o inquérito no LusoBoy e não resisti a efectuá-lo também.

10.4.09

Mas porque é que, nesta cidade, há tanta gente assim?...

Hoje, à tarde, vinha eu a caminho do parque de estacionamento, para recuperar a minha viatura e regressar a casa, quando oiço uma progenitora, dirigindo-se à filhita, num volume consideravelmente elevado e brindando-a com um conjunto de epítetos que me fizeram estacar. Fiquei verdadeiramente surpreendido. Ainda julguei não estar a ouvir bem. Poderia ser o som do vento, porque ventava muito e o frio enregelava-me as orelhas. Mas eis que, de súbito, a progenitora, uma mulher na casa dos 30 anos, bem arranjada, com umas calças de ganga justas, botas de cano alto, e um casaco colado ao corpo, cuja silhueta se reconhecia muito bem, volta a presentear a miúdita com um FO**-SE! Mexe-me essas pernas, GRANDE FILHA DA ****!
Estarreci.
Juro que não queria acreditar!!!!!
A cachopa ia-a acompanhando e não retorquiu qualquer palavra.
Acabaram por se afastar e sairam da minha vista.
Recordei então, uma ocasião em que um Amigo me veio visitar e, confrontado com uma situação similar, me chamou a atenção, inquirindo-me se se passaria alguma coisa com as traseuntes que, com mimos tão inusitados, se tratavam entre si. Na altura, respondi-lhe que já estava habituado a esse discurso. Olhou-me boquiaberto.
Mas, desta vez, fui eu que fiquei profundamente perturbado com o linguarajar daquela criatura. Que aparentemente seria mãe, madrasta ou teria algum tipo de vínculo com a criança em questão.
Entretanto, dirigi-me ao parque de estacionamento, para retirar a viatura. E aí recordei uma outra situação, ocorrida há cerca de 20 anos atrás, numa ocasião em que eu, procurando adquirir uma mobília para a instalação de uma cozinha, me dirigi, repetidas vezes, a um mesmo estabelecimento comercial. Era sempre atendido pela mesma vendedora: uma moça jovem, na casa dos 28-30 anos, bonitinha de corpo e de cara, mas que faria muito melhor negócio se só recorresse à linguagem gestual. É que ela, apesar de eu me fazer acompanhar de uma amiga, acabava sempre por orientar a conversa acerca do custo da mobília para assuntos de natureza pessoal que me perturbavam particularmente (e que faziam rir às gargalhadas a minha amiga).
Passo a explicar a situação: depois da 1ª visita ao estabelecimento, conversa para aqui, conversa para ali, ela disse-me que me conhecia. Ora eu, que tenho uma excelente memória visual (infelizmente, o mesmo não pode ser dito da memória dos nomes das pessoas), não me recordava nada da dita senhora. Mas ela disse-me de onde me conhecia: sabe, o senhor é cliente da loja onde trabalha o meu marido. O meu marido é o C....., da loja X, onde o senhor compra os fatos! Ah..., respondi eu. Já tinha identificado o marido: um rapaz. muito simpático, na casa dos 3o anos. Pois sim, já estou a ver.... 
Bom, como a compra do mobiliário só se efectuou depois de pesadas negociações com o patrão dela (na altura eu contava mais os tostões, até porque só estava a trabalhar há um ano), a senhora, por razões que ainda hoje eu não consigo descortinar, acabava sempre por me confessar, entre uma pergunta acerca da qualidade do material e outra acerca da inclusão ou não do IVA no valor final, que qualquer dia colocaria os pirulitos ao marido! Era assim mesmo, com estas palavras!
A minha amiga, quando pressentia que a louca estaria prestes a atacar, piscava-me o olho e perguntava-lhe sempre a mesma coisa: olhe, e quantas crianças é que estão a pensar em vir a ter? Três ou quatro?
Eu, pela minha parte, tocando na madeira (3 vezes!), respondia-lhe sempre o mesmo:
- Ai sim?!??? Olhe, e esta mobília? Custa quanto?...

9.4.09

Mudança de imagem: o porquê

Há momentos nas nossas vidas que são importantes ou decisivos. Alguns são momentos que nos dão prazer e satisfação. Outros são momentos de dor. Mas, programados ou não, positivos ou menos positivos, todos eles contribuem para a nossa construção. É, pelo menos assim, que os encaro.
Há 15 anos atrás, eu soube antecipadamente que a minha vida iria sofrer, num espaço de tempo muito curto, uma verdadeira reviravolta. Os meus amigos, na ocasião, apressaram-se a dar-me apoio e ficaram perplexos quando, perante a trágica notícia que eu acabara de receber, me viram sair de carro, fazer centenas de quilómetros, sem destino, e a ouvir rock nas alturas. Devo ter sido considerado um perfeito doido varrido.
Quando a inevitabilidade da doença impôs a chegada ao término da vida, não chorei. Olhei para o doloroso acontecimento e pensei: é mais uma experiência de vida, triste, desagradável, mas é mais uma a juntar a tantas outras. E aí recordei a minha infância em plena guerra civil. A fuga, a meio da noite, para um local mais seguro. E o meu pai, comigo ao colo, tapando-me os olhos, para que eu não pudesse ver e, não vendo, não mantivesse memórias desse passado trágico. Não vi, é verdade. Mas lembro-me muito bem do ruído do silvo das balas. O ruído inconfundível.
O que eu quero dizer é que, às vezes, mesmo que o não façamos intencionalmente, somos efectivamente perdedores. E falhamos.
Eu sei que falhei. Eu tenho consciência que errei.
Eu sei que magoei muito quem eu jamais gostaria de alguma vez magoar. E isso é o que mais me custa e me causa uma dor profunda.
Eu sei que, por acção minha, tu perdeste a confiança em mim.
Mudei a imagem do blogue porque considero que todos os momentos constituem boas ocasiões para mudarmos a nossa vida e ainda bem que ainda o podemos fazer. Poderia ser já demasiado tarde. Se calhar até já é demasiado tarde. Não sei. 
Espero poder recuperar esse capital de confiança.

13.3.09

Puxa!!! Nunca pensei... ou a verdade da mentira

Bom, passados uma data de dias, e a pedido insistente e reiterado de numerosas famílias, aqui vai a grande revelação! 
Tam-tam!!!!
1) Quando era miúdo queria muito poder vir a ser arquitecto, quando crescesse. Aliás, sempre tive uma grande queda para o desenho e, particularmente, para ler e desenhar a planta de casas. Cheguei ao ponto de fazer o esboço da planta da casa, que os meus pais queriam construir. VERDADE: também é preciso acrescentar que a dita casa nunca passou de um esboço nem nunca chegou a ser construída... Garante-se, assim, para a posterioridade, a qualidade do feito e a não beliscadura do futuro senhor arquitecto! 
2) Sei fazer um bacalhau com natas que é uma delícia. Até já convidei todos os colegas da empresa para provarem este petisco. MENTIRA: convidar já convidei, mas fomos comer a um restaurante pois eu tenho uma clara consciência das minhas capacidades e esta não é, de facto, das mais fortes... A única vez que me aventurei por um prato mais sofisticado, recebi o seguinte elogio: está muito bom, mas, por tudo aquilo que é mais sagrado, nunca mais, em circunstância alguma, nos convides para sermos testemunhas destas iguarias. LOL
3) Já me saiu um prémio bastante interessante no Euromilhões, graças a uma chave construída aleatoriamente com a participação de um Amigo. VERDADE: um prémio bem agradável e que se foi repetindo ao longo de várias semanas! E depois, sabem como é o ditado: sorte no dinheiro, azar no.... Pois é, eu tenho mais queda para as finanças!!!! LOL
4) Sei falar várias línguas, tendo estudado, entre outras, grego. VERDADE: falo Português (também não faltava mais nada, pois não???), Inglês, Espanhol, Francês, percebo um bocado de italiano e vou lendo um bocadinho de Grego. Esta última língua é, como percebem, de uma utilidade sem precedentes, até porque cada vez mais me parece que todos falam grego. Eu próprio, tenho-me vindo a aproximar desses níveis de exercício da linguagem. Falo, falo, mas ninguém me entende.... LOL
5) Quando concorri para o ensino superior, só assinalei uma opção, tendo deixado todas as outras  possibilidades em branco. VERDADE: se fosse hoje, nunca, em circunstância alguma, faria uma tal parvoíce. Mas aos 18 anos somos todos um bocado convencidos e acreditamos piamente nas nossas capacidades! Por acaso, resultou, mas podia não ter resultado. E aí, teria sido um ano perdido, graças à minha arrogância e burrice (mais burrice, claro!)
6) Quando era miúdo, era extremamente forte. VERDADE: forte é elogio. Era gordo. GORDÍSSIMO!!! Uma baleia! Uiii, nem quero recordar esses tempos.... 
7) Adoro comer comida indiana e, de preferência, bem picante. VERDADE: a-d-o-r-o! Claro que as pessoas acham que esta história do piri-piri na comida é só conversa... Uma ocasião, alguém decidiu provar esse prato estranho, que eu saboreava com explícito prazer, e ia-lhe dando uma coisa, tal o ardor que sentiu! E mirava-me, plenamente convencido que a malagueta estava apenas no pedaço que tinha provado! LOL
8) Já fiz campismo várias vezes e, sempre que tenho oportunidade, agarro na minha mochila e no meu saco-cama e aí vou eu! MENTIRA: nunca fiz campismo! Não tenho saco-cama e a mochila adquiri-a, pela 1ª vez, há três meses. Tenho receio de fazer campismo. Não me sinto seguro. Nem tão pouco confortável. Gosto de ter uma cama fofa, com lençois e com uma certa dimensão. E... gosto de outras coisas que, como facilmente compreenderão, não vou revelar aqui, num espaço público. 
9) Fundei uma banda rock, de garagem, aos 17 anos e percorri o país com ela. MENTIRA: nem aos 17, nem depois; banda de rock, se a tivesse fundado, seria para já ter ganho uns largos milhares com ela... (desculpem a visão materialista do mundo, mas tem que se ter sorte em alguma coisa!!!!)
Muito obrigado à multidão de participantes, que trouxeram inclusivamente as criancinhas nos carrinhos, pela vossa tão concorrida presença neste desafio (cof, cof). Uma palavra de saudação aos magníficos 2 participantes que ousaram comentar, embora saibamos, tenhamos a certeza, fundada em irrefutáveis e inquestionáveis provas científicas, que foram largos milhares os que leram este desafio (cof, cof).
Para a próxima, anunciaremos previamente o prémio associado ao vencedor. E também as empresas que patrocinam este evento.

12.3.09

Quotidianos

Hoje, andando a passear numa das muitas cidades do mundo, deparei-me com um pequeno texto que achei extraordinário. Rezava assim:
Um amigo é alguém que te dá um pedaço de terra quando precisas muito de chão.
Um amigo é alguém que te dá um pedaço de céu quando precisas muito de sonho.
Li e reli várias vezes o texto. Estava colocado num placard para promover a venda de uns produtos aos quais não prestei atenção. Mas essas palavras pareceram-me estar lá e só eu as conseguir ler. Disseram-me muito. E fizeram-me pensar na minha actuação em relação aos outros e no modo como os outros agem em relação a mim.

9.3.09

Da verdade e da mentira ou até que ponto ele será mesmo assim?

Nos blogues dos Amigos e dos conhecidos, lança-se um desafio que consiste em escrever 9 coisas acerca do autor, sendo 6 verdadeiras e 3 falsas. 
Como tenho achado o desafio curioso e divertido, aqui vai também o meu contributo:
1) Quando era miúdo queria muito poder vir a ser arquitecto, quando crescesse. Aliás, sempre tive uma grande queda para o desenho e, particularmente, para ler e desenhar a planta de casas. Cheguei ao ponto de fazer o esboço da planta da casa, que os meus pais queriam construir.
2) Sei fazer um bacalhau com natas que é uma delícia. Até já convidei todos os colegas da empresa para provarem este petisco.
3) Já me saiu um prémio bastante interessante no Euromilhões, graças a uma chave construída aleatoriamente com a participação de um Amigo.
4) Sei falar várias línguas, tendo estudado, entre outras, grego.
5) Quando concorri para o ensino superior, só assinalei uma opção, tendo deixado todas as outras  possibilidades em branco. 
6) Quando era miúdo, era extremamente forte.
7) Adoro comer comida indiana e, de preferência, bem picante.
8) Já fiz campismo várias vezes e, sempre que tenho oportunidade, agarro na minha mochila e no meu saco-cama e aí vou eu!
9) Fundei uma banda rock, de garagem, aos 17 anos e percorri o país com ela. 

6.3.09

A trágica notícia do aparecimento do corpo do Afonso Tiago, desaparecido em Berlim no passado dia 10 de Janeiro, perturbou-me. Soube-o hoje, ao fim da tarde, num intervalo entre várias reuniões lá na empresa.
Embora não o conhecesse, a não ser pelas fotografias presentes num blogue e pelo apelo de ajuda que recebi de um Amigo, a notícia chocou-me. E chocou-me porque pensei noutros Amigos que tenho a viver e a trabalhar por esse mundo fora. E ainda que eles se encontrem muito longe, todos os dias eu os revejo na minha memória e procuro, com regularidade, ir indagando acerca deles e do seu bem-estar, da mesma maneira que eles fazem comigo. 

2.3.09

Estou triste

Estou triste.
Apetece-me muito escrever, já elaborei vários textos e todos descartei, porque neles me expondo demasiado. Não seriam textos públicos, mas escritas privadas. Não tive coragem para enviar nenhum deles.
Estou triste.  

21.2.09

Do Carnaval e das personae

Estamos a chegar ao Carnaval, ocasião propícia para o assumir de algumas personae, tal como as práticas comunitárias bem nos têm proporcionado inúmeros exemplos.
A questão da máscara, da sua presença ou da sua ausência, não é de fácil explicação ou resolução. Desde logo porque me parece que cada um, no seu dia-a-dia, por razões várias, não pode / não deve ser totalmente transparente ou mostrar-se integralmente. Fazê-lo revelaria uma grande dose de ingenuidade ou poderia constituir, em certas e específicas situações, um acto de puro suicídio. E digo isto, sem quaisquer constrangimentos, mesmo sabendo que muitos leitores estarão, neste momento, a pensar que esta atitude pode indiciar cobardia, falta de coragem ou hipocrisia declarada. 
Não vivemos num mundo perfeito, mas numa selva, habitada por uma fauna terrivelmente perigosa. Este é, pelo menos, o ponto de vista do kapitão Kaus.
Tomar a decisão de iniciar um blogue, assumindo-o como o abrir dos registos pessoais de uma personagem de banda desenhada, implica que quem escreve não vai nunca revelar-se mais do que as convenções de uma história de quadrinhos. Agir de outro modo implicaria encerrar o blogue e caminhar noutra direcção.
Porventura alguém se questionará o porquê do recurso a uma personagem de banda desenhada. Porque sim. E ponto final. Não foi satisfatória a explicação? Paciência.
Alguém mais crítico questionará: porque não abandonar a máscara?
Respondo que tenho sérias dúvidas que isso trouxesse alguma coisa de muito positivo ao bem-estar da comunidade ou ao bem-estar de quem redige, neste momento, este texto.  A não ser a satisfação de alguma curiosidade. Mas, para isso, existem as telenovelas.
Quem me conhece pessoalmente e não apenas a persona designada kapitão kaus, sabe bem como eu sou e isso, a mim, basta-me. Eu não tenho necessidade de publicitar-me em nenhum cartaz. Sou um ser humano, como qualquer outro, nem melhor nem pior, um ser com qualidades e com defeitos, que acredita na felicidade e na capacidade que todos temos de a alcançar, com respeito uns pelos outros e sentido ético.

14.2.09

Embora não seja propriamente um apreciador de chocolates, hoje, sábado, dia 14 de Fevereiro, deu-me uma vontade imensa de atacar uma caixa inteirinha. Sei que o não devia ter feito, até porque o chocolate não me faz nada bem à vida (só me faz crescer e me obriga a cuidados redobrados com a alimentação, a seguir), mas, dadas as circunstâncias e, em particular, o dia, apeteceu-me muito e assim foi este meu dia de S. Valentim: eu e uma caixa de After Eight! (E que bem que me soube!)

2.2.09

Um post inútil

Num comentário ao post de um Amigo, dizia eu que não gostava nada da neve. Porque é fria, porque me causa desconforto, porque a associo a problemas. Não deveria ser assim, até porque simbolicamente a neve representa a brancura, a pureza, a transparência eminente. Mas a mim, a neve não me agrada nada. E, ao contrário do que se passou com ele, eu sempre tive grandes dificuldades em me abrir e em falar acerca de mim. Talvez porque não haja nada de interessante para dizer. Ou talvez porque aquilo que eu digo, mais correntemente, sejam assuntos que só interessam aos técnicos da empresa em que trabalho. Ou porque abrir a concha em que nos metemos pode ser muito doloroso ou difícil. Dizia-me, há dias, um amigo que às vezes é melhor não abrir determinadas caixas, porque podem vir a revelar-se caixas de pandora. Se calhar poderá ser isso. Francamente não sei. Às vezes, sinto uma vontade inaudita de estar com os amigos e de me abrir. De abrir a minha alma. De falar simplesmente. Mas, quando surgem essas ocasiões, pouco ficam a saber a meu respeito. Se alguns são brindados com tópicos de natureza quase só profissional, outros são brindados com longos silêncios. E com uma incapacidade real da minha parte em partilhar o que, de facto, me faz viver e me dá Alegria. Realmente, confesso que a situação é estranha. E pode ser percebida como insólita.
É por estas razões que eu não gosto da neve. Porque me faz falar. Ainda que, quase sempre, de um modo muito oblíquo.

14.1.09

I'm happy

Finalmente, as notícias tão ansiadas chegaram!
Tive ontem a confirmação que o Sol já gravita, novamente, à volta do nosso planeta.

11.1.09

Mantendo a corrente

Respondendo ao desafio lançado pelo bloguista Sócrates da Silva, aqui ficam os meus oito desejos para este ano de 2009:
Paz
Desejo muito que o mundo e as pessoas que nele habitam se recordem da sua natureza humana e reencontrem a tolerância para serem construtores efectivos de pontes e de Paz. Claro que um tal desejo não é dissociável de uma sede de respeito e de justiça. Para com todos. Porque todos, mesmo que alguns padeçamos de algumas falhas de memória, todos, repito, somos humanos.
Trabalho
Desejo muito que cada um possa ter a oportunidade de ganhar o seu sustento. Um sustento justo. Sem explorações, sem ameaças.
Saúde
Desejo muito que a saúde nos brinde a todos, porque ela é meio caminho para a felicidade.
Amor
Quase não será necessário escrever algo sobre este tópico. É decorrente do primeiro desejo. Amar é bom. Ser amado e sentir-se amado é óptimo!
As pequenas coisas
O dia-a-dia, o quotidiano, os pequenos gestos (a que muitas vezes não damos importância) são elementos essenciais na consecução da felicidade. O telefonema que se faz e que se recebe, a mensagem que se envia, o dizer bom dia ou boa tarde no msn, o comentário que se deixa, o post-it com que se diz "Penso em ti" ou tantas silêncios em que se não diz nada, mas se compartilha a afectividade de estar junto de, ou a amizade de estar próximo, de se sentir que alguém está connosco, pensa em nós e nos relembra que somos humanos e que vivemos de emoções. 
Alegria
Viver a Vida intensamente implica todos os tópicos anteriormente assinalados e, naturalmente, mais este: com alegria, com satisfação, com paixão, poderia dizer.
Estes são, em síntese, os meus desejos para 2009. 
Compete-me, agora, lançar o desafio a outros companheiros que, volta e meia, por cá passam:
PS: eu sei que todos andamos cheios de trabalho, com capítulos para escrever, com livros para organizar, com auditorias para fazer, com projectos para construir, etc, etc, etc
Por isso, não se incomode ninguém se esta corrente for quebrada.
Nada acontecerá: nem maldições até à 27ª geração, nem um apocalipse de fogo, nem a perda (para @ vizinh@ do 6º esquerdo do 49º prédio, a contar do 3º lado da rua) d@ amad@! Nada!
Adenda: reparei agora que a intenção era escrever oito desejos, mas só lá ficaram seis. Bom, os outros dois são, já agora:
Euromilhões
Que os meus amigos e amigas ganhem todos no Euromilhões e possam realizar todos os seus sonhos. Eu não me atrevo a pedir isto para mim. Mas considero que o posso fazer para os meus amigos e amigas. (E já agora, quando o ganharem, lembrem-se que eu intercedi para que isso tivesse acontecido LOL!)
Sonhos
Desejo que os sonhos dos meus amigos e das minhas amigas se realizem e que tod@s alcancem a felicidade. 

1.1.09

Balanço de 2008

Sempre resisti a fazer balanços no dia e hora habituais para estas coisas. Mas, como chove abundantemente - entenda-se, como o Sol parece ter-se obscurecido - , talvez seja a hora de fazer o balanço do ano que terminou e procurar novos interesses para o ano que agora se inicia.
Por uma questão metodológica, dividerei este balanço em 2 momentos: o que eu ganhei e o que eu perdi em 2008.
O que, para mim, foi mais positivo em 2008
2008 foi um ano muito interessante e proveitoso a vários níveis:
- Pude conhecer pessoas interessantes, inteligentes e com humor.
- Tive a oportunidade de construir de fortalecer novas amizades, o que, nos tempos que correm, vale muito mais do que ganhar o Euromilhões.
- Aprendi que tudo tem mais valor se for adequadamente conversado e partilhado.
- Fiz, em conjunto com um Amigo, uma chave para um concurso do Euromilhões e, tendo-a jogado, um bocado na brincadeira, não mais deixei de ganhar pequenas quantias, todas as semanas. (Por falar nisso, lembra-te que ainda tenho a tua parte comigo e que ta devolverei mal a gente se encontre!)
- Conheci restaurantes excelentes em várias cidades europeias.
- Consegui libertar-me de uma parte muito substancial das chatices que me atormentavam o dia-a-dia na empresa.
- Passei a viajar muito mais, embora ainda não tenha perdido o pavor de andar de avião.
- Comecei a escrever um blogue.
- Comecei a escrever um conjunto de pequenas histórias e já tive, pelo menos, um leitor atento e crítico. (Em 2009, vou publicar essas histórias e acredito que vão fazer furor!)
- Envolvi-me em novos projectos, profissionais e pessoais, que foram e são profundamente motivadores.
- Foi muito gratificante para mim ter podido ajudar, ainda que limitadamente, os meus Amigos. 
O que senti como mais negativo em 2008
- Uma carga excessiva de trabalho, de aborrecimentos, de stress e de chatices na empresa.
- Ter que aturar, com paciência de Jó, uma série de "melgas" e não poder usar o Dum-Dum sempre que me apeteceu.
- Perder uma série de Amigos, por morte dos mesmos.
- A constatação da incapacidade em conseguir modificar uma série de coisas e em ser útil, numa situação concreta, a um Amigo.
- O receio de perder a sua amizade.
E para 2009, que devo ansiar ou esperar?
Enviei, ontem, ao início da noite, uma mensagem aos meus Amig@s desejando-lhes que 2009 fosse o ano de todas as oportunidades e dos grandes sucessos. É isso que eu espero e desejo que aconteça. E que tudo aquilo que eu senti como negativo, ao longo de 2008, não mais seja experienciado neste novo ano, que hoje se iniciou.

9.12.08

1º Aniversário

O actual mês de Dezembro traduz um ano de acção blogosférica.
Este blogue, de natureza ficcional, começou por aspirar a ser um espaço de intervenção cultural e social, mas os impedimentos múltiplos causados por uma vida profissional algo atribulada, a que se associou alguma desmotivação e cansaço, determinou uma mudança na sua orientação editorial. E foi assim que o blogue, mantendo a faceta ficcional, se aproximou muito mais de um registo pessoal e afectivo.
Valeu a pena?
Sim, sem dúvida!
Graças ao blogue, passei a dispor de um espaço para ir comentando aquilo que, em termos pessoais e afectivos, mais me importava ou me dizia alguma coisa. E foram vários os posts nesse sentido.
O blogue, para além da dimensão terapêutica - eu sei que o termo é excessivo, mas quem me conhece pessoalmente, também sabe que a excessividade é uma das minhas facetas mais visíveis (atenção que isto é metafórico!) - também permitiu conhecer pessoas maravilhosas: algumas, que me visitam e me comentam, e que eu só conheço pelos registos escritos; outras, que comentando-me, eu fui conhecendo via msn e/ou via telefone; outras ainda que, visitando este espaço virtual, pude conhecer pessoalmente. 
Devo confessar, e aqui o registo não é ficcional, que todas me surpreenderam pela positiva. Gostei e gosto muito de todas as pessoas que, até ao momento, tive oportunidade de ir conhecendo. Fiz Grandes e Excelentes Amigos! E também Amigas do melhor que há!
A tod@s, bem-hajam!

4.11.08

Novembro e Dezembro sempre foram meses complicados na minha vida.
Desde logo porque Novembro se inicia pelo célebre dia 1º: um momento para recordar e homenagear todos os amigos e familiares que, sendo importantes nas nossas vidas, já não compartilham conosco o mesmo espaço físico. E eu, infelizmente, cada vez vou tendo mais amigos nestas situações...
Acho que é porque a idade vai avançando. Ou talvez não... Recordo que o primeiro amigo que perdi foi quando eu tinha 13 anos. Foi algo de estranho, até porque eu convivia com o Paulo e com as irmãs quase todos os dias. E um dia, todos deixámos de conviver com ele...
E este ano, Novembro está a ser doloroso também por outras ausências.
Novembro é também o mês do meu aniversário. O mês em que, a cada ano que passa, eu faço promessas e acredito (durante umas semanitas) que vou mudar radicalmente toda a minha vida. Este é o mês em que eu mudo o visual e, de certa forma, altero muitas coisas no meu quotidiano.
O ano passado, foi neste mês que eu conheci uma pessoa especial na minha vida e acreditei que tinha encontrado o grande amor. Vãs ideias, como, aliás, já é hábito! (Esta é também uma das razões pelas quais me irei ausentar, dentro de dias, por forma a tentar escapar desta maldição!)
Novembro e Dezembro trazem-nos noites frias e, às vezes, chuvosas. Se as primeiras me fazem recordar as noites de inverno na aldeia, na infância, as segundas fazem-me recordar as noites bem acompanhadas na cidade, na juventude. E tudo isso, na pluralidade e na aparente não compatibilidade dos contextos, me traz uma grande nostalgia.
E Dezembro, o mês dos doces tradicionais de Natal e da azáfama das prendas para quem nos é querido e importante. Lembra-me a minha família. Lembra-me a minha infância. Lembra-me a minha felicidade inocente. Lembra-me o convívio e a alegria. O grupo. Aquele tempo em que, não tendo nenhum de nós consciência do fluir do tempo, erámos senhores omnipotentes dele... 
Bom, depois desta catarse, é tempo de dar um pouco mais de animação a este espaço. Vou viajar e só devo regressar lá para meados do próximo mês. Que destinos é que me aconselham?