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14.2.11
13.1.11
7/01/11
Ouço, neste momento, António Carlos Jobim e reflicto sobre esse brutal e chocante assassinato de que foi alvo o jornalista Carlos Castro. Confesso que os detalhes sórdidos com que a comunicação social nos presenteou e o contexto em que tal ocorreu - numa viagem à cidade da sua vida, acompanhado por aquele que ele julgava ser o homem da sua vida, num espaço onde não faltava nada, num quarto de um hotel de 5 estrelas no centro do mundo, com vista para o céu - me chocaram profundamente. E o choque advém também da traição terrível e sem perdão que foi cometida. Matar, tirar a vida a alguém que depositava nessa pessoa toda a confiança é algo que a minha inteligência não consegue compreender. Que razão poderia, alguma vez, ser invocada para justificar um tão hediondo acto?
Quando se ama, deposita-se na pessoa amada toda a confiança. Sabe-se que ela estará sempre disponível para nos proteger e para dar a vida em nossa defesa.
Quando tive conhecimento do sucedido, achei que haveria ali a assinatura de algo muito sórdido. Algo muito obscuro, algo subterraneamente conspirativo.
Cheguei a colocar a hipótese de alguém - exterior aos dois - ter cometido o assassinato e, por via de uma chantagem ou de uma ameaça de morte terrível, ter "convencido" o rapaz a confessar-se culpado.
Reconheço porém que esta hipótese minha é profundamente delirante.
Hoje, tal brutalidade é "explicada" à luz de um exorcismo que o assassino quereria efectuar no sujeito com que se relacionou. Tratar-se-ia de, possuído pelo desejo homossexual - e também atraído por ele - , liquidar esse desejo, assassinando o sujeito com quem se relacionara afectivamente e sexualmente.
Continuo sem entender nada.
O assassino parece ser um psicopata, um doente perigoso.
Se o "pecado" o traumatizou assim tanto, deveria ter procurado ajuda junto de quem o poderia redimir dessa culpa: um conselheiro espiritual, um amigo, um profissional da saúde, enfim, um ser humano que é capaz de entender o outro e ajudá-lo nas suas necessidades e anseios.
Continuo sem perceber o que leva um rapaz de 21 anos a destruir a própria vida e a destruir a vida dos que o rodeiam, tanto mais que nos dizem que ele era ambicioso.
Sinto uma dor profunda pelas irmãs do Carlos e pelos seus amigos.
Sinto uma dor profunda pelos pais do rapaz.
Sinto uma dor profunda pelo Carlos e por aquilo que lhe sucedeu. E principalmente porque, com toda a certeza, ele teve consciência, embora já não pudesse fazer nada para impedir tal situação, que o ser mais importante da sua vida o destruiu. Essa foi - creio - a sua maior dor.
6.12.09
Happy
Nesta sexta-feira, dia 4 de Dezembro, comemorei o meu aniversário com um jantar soberbo e uma companhia excelsa, numa cidade europeia extraordinária!
Adorei tudo: a comida, o convívio, os percursos, os sábios conselhos, a Amizade franca, dedicada e reconfortante!!!:))))
Materialmente tenho mais idade, mas esse facto não me afecta: na realidade, estou hoje muito mais feliz porque possuidor de uma Luz e de uma Energia capaz de fazer mover montanhas!
Obrigado por tudo!
21.11.09
3.10.09
Gostei! E muito!!!
Gostei muito de ver as montanhas, que se materializavam a cada momento no horizonte imenso que era nosso. Gostei de observar os campos verdes e as casas que sinalizavam a vida nesses lugares imensos do velho continente.
Gostei muito das delícias d'aquém e d'além mar que saboreamos na nossa viagem de descoberta do mundo.
Gostei. Simplesmente gostei. E muito! Muito mesmo!!!
Não gostei da sinalética de certos caminhos que, fazendo-me olhá-la como obra de arte, me interrogava acerca de tudo e me distraía da sua mais elementar função.
Não gostei de uma louca que nos acompanhou sempre e cuja voz nos fazia tremer e nos calava, a nós, capitães do mar e da terra, conquistadores, descobridores valentes e heróicos!
Não gostei de uma besta que encontrámos e que só sabia falar a sua língua e que se recusava a entender a linguagem humana.
De resto, foi tudo perfeito!
Temos que repetir esta circunavegação, agora por outras rotas e com outras bandeiras! Mas sempre com a mesma Alegria e Emoção a encher-nos o coração!
:)
4.8.09
Já com vontade de ir de férias!
Caros Amigos,
Estive ausente umas semanas por razão maior e inadiável. Todavia, agora já me sinto com uma vontade muito grande de ir de férias e a canção que acompanha este post, bem antiga por acaso, exprime bem esse desejo de sol, de praia, de festa, enfim, de coisas boas...
Agradeço aos amig@s que me escreveram a apoiar-me neste momento inesperado e complicado.
O meu muito obrigado também a uma pessoa verdadeiramente especial e importante!
19.7.09
Acreditem que o mais me agradaria, agora, era poder participar numa alegria destas!
Mas, infelizmente, para já, pelo menos, nos tempos mais próximos, tal não será possível por razões de saúde:(
Mas aqui fica a música e a situação partilhada pelo Paulo, a quem muito agradeço:
8.6.09
Da alegria de te saber salvo
Normalmente só nos damos conta da importância e do valor que os eventos, coisas ou pessoas têm para nós quando estamos a ponto de as perder ou já as perdemos definitivamente.
A recente tragédia que assolou tantas famílias daqui e d'além-mar, e a que já me referi num outro espaço, levou-me a reflectir, com maior acuidade, acerca desta situação.
Usualmente, damos por adquirido que tudo o que possuimos é nosso naturalmente e que essa situação perdurará eternamente. E, decorrente disso, às vezes, esquecemo-nos que somos humanos, com as virtudes e as menos-valias que a nossa natureza comporta.
Pensar que te poderia perder para sempre seria, para mim e tenho a certeza que, para ti também, uma dor inominável, daquelas que os compêndios dos sábios só designam por fórmulas, tal como os planetas fora do sistema solar, imperceptíveis ao olhar e ao conhecimento da Razão.
Sinto uma grande alegria em te saber sobre chão firme!
30.5.09
Les Chansons D'Amour
Acabei de ver o filme de Christophe Honoré, Les Chansons d'Amour, e senti-me simplesmente fascinado: desde logo pelo cenário da Paris, que eu já conheci e que ainda mantém em mim um grande fascínio, mas também pelas canções e pela história de ousar amar e de não ter receio de o dizer, com toda a frontalidade, aceitando as consequências daí decorrentes.
Se não conhecem, não deixem de o ver, porque merece bem a pena!
Deixo-vos dois extractos de que gostei muito:
28.5.09
Está novamente Sol
Hoje está um dia muito solarengo e quentinho.
Eu estou de gravata e calças de ganga.
Felizmente, consegui resolver, de modo positivo e produtivo, uma data de problemas que me andavam a causar uma grande ansiedade.
A tua boa estrela voltou a ajudar-me imenso. Sou um homem de sorte!
Estou feliz! :)
30.4.09
9.4.09
Mudança de imagem: o porquê
Há momentos nas nossas vidas que são importantes ou decisivos. Alguns são momentos que nos dão prazer e satisfação. Outros são momentos de dor. Mas, programados ou não, positivos ou menos positivos, todos eles contribuem para a nossa construção. É, pelo menos assim, que os encaro.
Há 15 anos atrás, eu soube antecipadamente que a minha vida iria sofrer, num espaço de tempo muito curto, uma verdadeira reviravolta. Os meus amigos, na ocasião, apressaram-se a dar-me apoio e ficaram perplexos quando, perante a trágica notícia que eu acabara de receber, me viram sair de carro, fazer centenas de quilómetros, sem destino, e a ouvir rock nas alturas. Devo ter sido considerado um perfeito doido varrido.
Quando a inevitabilidade da doença impôs a chegada ao término da vida, não chorei. Olhei para o doloroso acontecimento e pensei: é mais uma experiência de vida, triste, desagradável, mas é mais uma a juntar a tantas outras. E aí recordei a minha infância em plena guerra civil. A fuga, a meio da noite, para um local mais seguro. E o meu pai, comigo ao colo, tapando-me os olhos, para que eu não pudesse ver e, não vendo, não mantivesse memórias desse passado trágico. Não vi, é verdade. Mas lembro-me muito bem do ruído do silvo das balas. O ruído inconfundível.
O que eu quero dizer é que, às vezes, mesmo que o não façamos intencionalmente, somos efectivamente perdedores. E falhamos.
Eu sei que falhei. Eu tenho consciência que errei.
Eu sei que magoei muito quem eu jamais gostaria de alguma vez magoar. E isso é o que mais me custa e me causa uma dor profunda.
Eu sei que, por acção minha, tu perdeste a confiança em mim.
Mudei a imagem do blogue porque considero que todos os momentos constituem boas ocasiões para mudarmos a nossa vida e ainda bem que ainda o podemos fazer. Poderia ser já demasiado tarde. Se calhar até já é demasiado tarde. Não sei.
Espero poder recuperar esse capital de confiança.
6.3.09
Para ti, em especial
Para ti, em especial, mas também para todos os que visitam este espaço, os meus votos de um excelente e estimulante fim-de-semana!
3.3.09
Thanks! (Por tudo!)
Segundo noticiam os jornais, por pouco que podíamos ter sido todos liquidados no passado sábado. Um pequeno asteróide, avistado por astrónomos australianos, passou muito próximo da órbita terrestre e, caso se tivesse aproximado demasiado, teria causado uma explosão similar à de uma bomba nuclear.
Não sei ao certo se estas notícias têm algum fundamento. Se o têm, só tenho que estar muito feliz por estar vivo e pelo facto de poder compartilhar com tod@s a alegria de vos ter conhecido e de vos ter comigo.
2.3.09
Estou triste
Estou triste.
Apetece-me muito escrever, já elaborei vários textos e todos descartei, porque neles me expondo demasiado. Não seriam textos públicos, mas escritas privadas. Não tive coragem para enviar nenhum deles.
Estou triste.
26.2.09
18.2.09
2.2.09
Um post inútil
Num comentário ao post de um Amigo, dizia eu que não gostava nada da neve. Porque é fria, porque me causa desconforto, porque a associo a problemas. Não deveria ser assim, até porque simbolicamente a neve representa a brancura, a pureza, a transparência eminente. Mas a mim, a neve não me agrada nada. E, ao contrário do que se passou com ele, eu sempre tive grandes dificuldades em me abrir e em falar acerca de mim. Talvez porque não haja nada de interessante para dizer. Ou talvez porque aquilo que eu digo, mais correntemente, sejam assuntos que só interessam aos técnicos da empresa em que trabalho. Ou porque abrir a concha em que nos metemos pode ser muito doloroso ou difícil. Dizia-me, há dias, um amigo que às vezes é melhor não abrir determinadas caixas, porque podem vir a revelar-se caixas de pandora. Se calhar poderá ser isso. Francamente não sei. Às vezes, sinto uma vontade inaudita de estar com os amigos e de me abrir. De abrir a minha alma. De falar simplesmente. Mas, quando surgem essas ocasiões, pouco ficam a saber a meu respeito. Se alguns são brindados com tópicos de natureza quase só profissional, outros são brindados com longos silêncios. E com uma incapacidade real da minha parte em partilhar o que, de facto, me faz viver e me dá Alegria. Realmente, confesso que a situação é estranha. E pode ser percebida como insólita.
É por estas razões que eu não gosto da neve. Porque me faz falar. Ainda que, quase sempre, de um modo muito oblíquo.
30.1.09
Datas comemorativas: 30 de Janeiro, dia da saudade
Hoje, dia especial, escrevo-te para te dizer algo que sinto há muito: tenho muitas saudades tuas! Saudades da tua alegria, das tuas gargalhadas, daqueles momentos de partilha em que nada dizias e em que eu permanecia calado, olhando os dois o horizonte que se abria à nossa frente e em que eu acabava por interromper esse silêncio porque receoso de te confessar que tinha e que naturalmente teria enormes saudades tuas. Saudades de chegar à estação e de te encontrar lá esperando-me. Saudades de ti e dessa cidade, luminosa, clara e deslumbrante cujos recantos só tu conhecias e que me mostraste como acto de partilha que eu nunca encontrei em ninguém. Saudades enormes.
18.1.09
Quotidianos
De regresso à pátria, depois de um fim-de-semana de trabalho (sim, ouviram bem!De trabalho!), sem acesso à net, chegou a altura de ler as notícias e de actualizar o blogue.
Pelo mundo, pelo menos, parece que, aparentemente, a guerra no médio-oriente está em fase de intervalo, o que já não é mau.
Por cá, todos parecem estar bastante felizes, o que é muito bom! (Reparei que alguém comemorou o seu aniversário, outros brindaram e foram brindados com prémios, alguém terminou uma escrita há muito ansiada, outro presenteou os seus fieís leitores com um espectacular layout e tudo vai caminhando com todo o sucesso!)
Pela minha parte, foi um fim-de-semana extenuante, mas também, podemos dizê-lo, um pouco insólito. Extenuante, porque contou com uma viagem aérea de quase 4 horas em cada percurso e o aguentar de um clima seco e quente que me perturbou bastante. Insólito, porque me depararei, na catedral da cidade, com uma múmia em estado de decomposição (não, não consegui efectuar uma única fotografia porque achei a cena excessivamente mórbida!).
Mas foi, acima de tudo, um fim-de-semana agradável, porque pude rever um amigo que já não via há dois anos e ficar a conhecer a sua família: os seus pais, a sua irmã, as suas amigas e o seu companheiro.
E partilhar com todos, principalmente com ele e com os seus, a alegria de mais uma etapa conseguida.
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