A todos os que se interessam pela cultura e pela literacia digital, aqui fica um link deveras interessante: Digital Literature Web.

Óleo sobre tela
99,5 x 65 cm
Ex-colecção Cruzeiro Seixas, doação Eng. João Meireles, colecção Fundação Cupertino de Miranda

Torre de Belém em 1912 (generosa oferta do Pinguim!)
Torre de Belém em Agosto de 2008 (muitos agradecimentos ao Amigo Hydra, pela feliz lembrança)
Frente ribeirinha do Tejo no passado (registada graças ao amigo Pinguim!)
Frente ribeirinha do Tejo, em Agosto de 2008, a partir da soberba vista do alto do Padrão dos Descobrimentos.
Mosteiro dos Jerónimos - 1878 (Obrigado Pinguim, pela gentil partilha!)
Serve o presente post para congratular a acção do senhor comandante da zona marítima do Algarve que, num primeiro momento, em nome da moralidade e dos bons costumes, proibiu a realização de massagens nas praias algarvias, e, mais recentemente, voltou a proibir a distribuição gratuita de maçãs nas ditas praias.
Ainda que o comunicado emanado da Marinha tenha o seu quê de bizarro – parece-nos que o Ministério da Defesa não dialoga com o Ministério da Saúde e as políticas definidas por um não são compatíveis com as políticas definidas por outro, como se pertencessem a mundos ou a planetas diferentes… – , a verdade, a nosso ver, é uma outra, bem mais interessante, sob o ponto de vista cultural: é que essa proibição só pode ter que ver com uma reminiscência do pecado original. Se não vejamos: se no Paraíso não existissem maçãs, o homem não teria pecado! Ora, considerando-se esta um fruto interdito nas praias portuguesas (e igualmente toda uma dimensão erótico-simbólica que com ela é associada), resolve-se o pecado e garante-se, ao cidadão português, a possibilidade de ir descansadamente a uma praia, situada no sul do país, sem correr o risco de alguém o fazer cair em tentação! Jamais um homem voltará a engolir aquela malfadada maçã que ditou a sua expulsão do Paraíso!
Parabéns, por conseguinte, ao senhor comandante e à sua Brigada Da Moralidade e dos Bons Costumes!
Apresento aqui dois estudos de uma série que homenageia a grande cidade e os homens que nela habitam.
Praça do Saldanha, 2008
Da minha janela, 2008