15.8.08
Da retórica à acção: uma nova guerra fria?
14.8.08
Do reino do simulacro ou da forma como quem detém o poder olha os seus conterrâneos
12.8.08
Estou chocado!
11.8.08
Estou farto!
Hoje, 2ª feira, na mesma cidadezinha, no mesmo centro comercial, numa loja da multinacional Pizza Hut.
Saí-me não uma Fabíola, mas uma Maria João.
A Kaos-mater sentiu uma vontade irresistível por uma certa pizza, que tinha provado, numa recente refeição, no dito restaurante da multinacional: uma pizza mediterrânica, feita com azeite, para proteger o coração.
Como já conhecia as aventuras de um amigo no processo da encomenda telefónica da pizza, decidi deslocar-me pessoalmente ao dito restaurante e trazê-la em mão.
(Mal eu conhecia as aventuras em que iria estar envolvido!!!...)
Chegado ao restaurante, fiz o pedido:
Kapitão - Boa tarde, desejava uma pizza pancenta, tamanho médio, para levar.
Sorridente, a funcionária aproximou-se do mostrador electrónico e, pelo canto do rosto, reparei que o seu rosto perdeu alguma luminosidade.
Voltou-se para mim e respondeu-me que tal não era possível.
Kapitão - Como??? Mas ainda ontem aqui comi uma pizza dessas! Já não têm???
Funcionária - Não, a questão é que não as vendemos para fora.
Kapitão - COMO???? Não as vendem para fora??? Mas qual é a diferença??? Vocês fazem-na, vendem-na ao preço que querem (eu não conhecia o preço dos produtos para levar para casa), não sujam os pratos, não pagam o transporte… E não podem vender para fora????
Chegada a gerente da loja, explicou-me que não, que não vendem, que se quisesse, teria que a consumir dentro da loja.
Argumentos: nenhuns. Foi algo do género: é assim, prontos! (Foi mesmo prontos!!!)
Resultado: não adquiri a pizza, e jurei que não voltava a gastar um cêntimo mais nessa casa! Jantámos uma bela espetada grelhada na brasa.
Serviços úteis
5.8.08
Insólitos Tugas (2)
Serve o presente post para congratular a acção do senhor comandante da zona marítima do Algarve que, num primeiro momento, em nome da moralidade e dos bons costumes, proibiu a realização de massagens nas praias algarvias, e, mais recentemente, voltou a proibir a distribuição gratuita de maçãs nas ditas praias.
Ainda que o comunicado emanado da Marinha tenha o seu quê de bizarro – parece-nos que o Ministério da Defesa não dialoga com o Ministério da Saúde e as políticas definidas por um não são compatíveis com as políticas definidas por outro, como se pertencessem a mundos ou a planetas diferentes… – , a verdade, a nosso ver, é uma outra, bem mais interessante, sob o ponto de vista cultural: é que essa proibição só pode ter que ver com uma reminiscência do pecado original. Se não vejamos: se no Paraíso não existissem maçãs, o homem não teria pecado! Ora, considerando-se esta um fruto interdito nas praias portuguesas (e igualmente toda uma dimensão erótico-simbólica que com ela é associada), resolve-se o pecado e garante-se, ao cidadão português, a possibilidade de ir descansadamente a uma praia, situada no sul do país, sem correr o risco de alguém o fazer cair em tentação! Jamais um homem voltará a engolir aquela malfadada maçã que ditou a sua expulsão do Paraíso!
Parabéns, por conseguinte, ao senhor comandante e à sua Brigada Da Moralidade e dos Bons Costumes!