26.10.08

Nós somos os maiores, pá!

O meu amigo Ângelo partilhou connosco uma autêntica pérola sobre as qualidades do nosso heróico e valoroso povo. 
Com capacidades deste calibre, não necessitamos de nenhum Sebastião ou de Magalhães para irmos bem longe e darmos cartas no mundo!... Tenho cá, para mim, que toda esta questão do Outubro Negro e dos sucessivos crashs bolsistas ainda vai ser resolvida por algum dos nossos mais iluminados espíritos!

20.10.08

Quotidianos VIII

Ficou a semana fechado no gabinete de trabalho. Ler, escrever, ler, pesquisar, escrever, reflectir, escrever, ler, pesquisar, procurar, pensar, preocupar-se. Mas que monotonia!
Quando saiu, isto é, quando os outros o olharam, confessaram que o já não conheciam: Estás diferente. Tens não sei o quê... Outr@s acharam-no muito mais charmoso e enigmático. Continua assim! Nunca mudes!
Recebeu algumas mensagens que, apesar de evidenciarem alguma tensão da parte do remetente, o deixaram mais tranquilo. Graças a Deus, continua bem. Oxalá que consiga alcançar tudo o que merece, e merece muito. Merece tudo, TUDO!
No fim de semana, passou o dia a experimentar a alta velocidade em várias auto-estradas do país. Ao início controlou-se e não ultrapassou os limites. Mas, com o adiantar da hora e a necessidade de falar constantemente uma língua que, naturalmente, não era a sua, quando deu por si, já ia nos 150...
Regressou e bem, sem quaisquer percalços.
E continuou a ler, a pesquisar, a ler, a escrever, a pensar, a ler, a reflectir, a imaginar. Mas que monotonia!
  

12.10.08

Chappatte, «Le Temps», vista aqui
Todo este lamentável episódio que o mundo está a viver me convence, cada vez mais, de que alguém andou, durante muito tempo, a aldrabar meio-mundo. Temo, porém, que as aldrabices continuem: ou porque não haverá estrutura mental para aguentar a verdade ou porque, quando a mentira é repetida à exaustão, ela adquire um estatuto de não contestabilidade. E os actores e autores dessas aldrabices, com o treino que possuem, não será agora que irão renegar toda a sua história. A não ser que lhes dê um grande jeito.

11.10.08

O Circo desceu à cidade, definitivamente.
Tenho acompanhado, com alguma proximidade, os recentes desenvolvimentos nos mercados de capitais e, cada vez me convenço mais, que o Circo já chegou e estará prestes a pegar fogo. Provavelmente já está a arder, mas nós ainda não sabemos.
Obviamente que é importante acalmar as populações e evitar, a todo o custo, actos de desespero. Mas, aquilo que é racional, e com o que concordo, não pode deixar de espantar alguém como eu: estamos no meio do caos, decididamente. A tourada já começou. Com força. Lá, do outro lado do mundo. Depois, numa pequenina ilha, que poucos conheceriam. Mas ainda assim, lá, no meio do mar. E o nosso bacalhau não foi afectado. Por isso, o problema ainda não era nosso.
Por estranho que pareça hoje lembrei-me do pavoroso acontecimento da queda das torres do mundialmente famoso World Trade Center, em Nova Iorque, naquele fatídico dia 11 de Setembro. Eram o símbolo do poderio económico dos norte-americanos. Caíram. E a sua queda surpreendeu muita gente. E levou ao desespero. E à guerra. E ao sofrimento. E...
E hoje essas torres simbólicas - atente-se na sua designação - voltaram a ruir. Ou melhor, encontram-se em fase de decomposição e não parece haver andaime ou estrutura que as sustente ou que as mantenha minimamente estáveis.
Parece cruel.
E, pelos vistos, todos serão afectados. Ou alguns desses todos.
Enfim, não sei o que se virá a passar. Sou optimista e quero acreditar que alguém encontrará uma solução. Mas não a vislumbro, até porque os meus conhecimentos nesse domínio são limitados.
Nacionalizar? Estatizar os prejuízos? Mas haverá estado (finanças públicas) que aguentam tal acção?
Aumentando impostos, naturalmente. Mas isso pode conduzir a uma recessão de consequências inimagináveis...
E, hoje em dia, o caldeirão dos insatisfeitos, dos excluídos, dos marginalizados, dos que são expulsos do próprio país porque, em nome de critérios economicistas que so têm dado prejuízo, não conseguem obter emprego - e falo de pessoas com habilitações académicas muito elevadas e que são jovens - , esse caldeirão encontra-se já em ebulição...
Os próximos tempos poderão trazer ainda muitas surpresas, porque quando a razão a que se apela já não funciona - e toda a argumentação que nos foi vendida acerca dos benefícios do modelo de desenvolvimento económico neo-liberal está prestes a ser enterrada, recuperando os grandiosos valores do colectivismo socialista - , aí já só restarão os actos irreflectidos da loucura.
Leitores, preparemo-nos porque o Circo já desceu à cidade!
(Nota: eu gosto muito do circo, particularmente dos palhaços e dos actos de magia, em que o mágico tira da cartola uma data de coelhos!)
Adenda: já conhecem o boneco voodoo de um dos líderes da Europa? 
Viva o Circo!!!!

6.10.08

Ontem - Hoje I

Conheci o Pedro praticamente desde que nasceu. Era um moço reguila. Bom rapaz. Estupendo. Divertido.
Faleceu abruptamente, na flor da vida. Simplesmente, apagou-se. O coração, que tanto amou, cansou-se e parou. Já não o via há uma data de anos, mas os Amigos não precisam de se ver ou de se falar todos os dias para se saber que existem e que se querem bem. O Pedro era fantástico, sempre bem disposto, com muito humor e muita alegria para dar. Muito melhor que eu. E conquistador, sempre rodeado de belas e interessantes amigas. E amigos: uma legião que não tinha mais fim. Partilhávamos um traço comum: o mesmo dia de aniversário. Isso fazia com que, durante muito tempo, mantivessemos uma espécie de jogo para tentarmos sempre ganhar um ao outro no telefonema que mutuamente fazíamos para desejar um feliz aniversário. Mantivemos este jogo enquanto crianças. Depois crescemos os dois. Ele partiu para prosseguir estudos. Eu fiquei e comecei a trabalhar.
Sinto a falta do meu Amigo.
Já lá vão 4 anos que ele partiu definitivamente.