28.8.08

O meu horóscopo para hoje

Hoje, decidindo iniciar uma nova etapa na minha vida (regresso na 2ª feira ao trabalho, lá na empresa! Tenho que me começar a mentalizar!!!!), pedi que me construíssem o horóscopo. Eis o que deu:
Today, you should have no difficulty keeping amused, because your mind is sharp, alive and ready for all kinds of experiences. Even in the ordinary, everyday aspects of your world you see the possibilities for new knowledge and understanding. Quite frequently this influence indicates one of those days when the telephone never seems to stop ringing. It seems as if everyone wants to get in touch with you, and you have to contact many people too. Important communications from others may very well come by mail, telephone or personal conversation. And you will speak your mind with everyone. It is very important with this influence to let people know exactly where you stand on every issue. Your honesty and forthrightness in what you say will command the respect of others.

The interpretation above is for your transit selected for today:
Mercury Sextile Sun, , exact at 18:46  
Gostei do resultado. Estou fã!

26.8.08

"Assaltaram banco de cara destapada" Expresso, 26 de Agosto
"O assalto foi muito rápido. As pessoas que estavam perto do banco nem sequer se aperceberam de que se tratou de um assalto", concluiu a fonte militar. 
Não admira, com a quantidade de assaltantes com que nos cruzamos todos os dias, já só reparamos neles se vierem mascarados ou se forem portadores de um distíco a explicitar "SOMOS ASSALTANTES"

25.8.08

Remexendo no baú das memórias

Em Julho de 1989, alguns meses antes da queda do muro de Berlim e do fim da União Soviética, tive a oportunidade de conhecer uma pessoa especial e verdadeiramente importante para mim. Foi um conhecimento até certo ponto imprevisto, mas marcante, pois, para além dos souvenirs, que continuo a guardar com afecto, mantivemos uma longa e estimulante conversação. Mas os tempos eram outros. E os anos foram passando... e hoje, que é feito dessa pessoa? Da cumplicidade natural que nos aproximou? Da troca de olhares e de afectos que parecia querer cimentar, para todos os milénios vindouros, as nossas vidas? A actual São Petersburgo chamava-se, na altura, Leninegrado e era a cidade onde essa pessoa especial, que me encheu o coração de alegria e de contentamento, vivia. Hoje, continua lá a viver e por isso quando o amigo João referiu que poucas pessoas sabiam falar português nessa bela cidade eu discordei. Pensava, em concreto, nessa pessoa especial que passara um mês cá, em Portugal, e de quem eu me despedi, com muita saudade, já há tantos anos. Dir-me-ão: mas a que propósito é que o nosso kapitão se põe agora a filosofar sobre pessoas, que nós nunca vimos e cuja existência nunca foi mencionada, e de lugares que já não existem, num tempo que, se calhar, ainda não era o nosso ou era ainda o da nossa infância ou adolescência?
Pois a resposta está exactamente na necessidade de aprendermos com os erros do passado e não os repetirmos no presente.
No verão de 1989, o vosso kapitão julgou poder experimentar um sonho na companhia de alguém especial, mas não o prosseguiu. Era a distância. Eram os custos. Era o medo dos compromissos para toda a vida. Era o medo de falhar. Era o medo de não conseguir garantir a felicidade. Era... enfim, já não sei, se calhar a juventude exuberante.
Hoje, o vosso kapitão está mais experiente - os mais jovens dirão que ele está mais velho (e, certamente, isso é também verdade) - e tem algumas pessoas que são verdadeiramente importantes na sua vida. São pessoas que ele foi conhecendo e cujos laços foi fortalecendo ao longo do tempo. São pessoas de que ele não pode conceber a não existência. De facto, a Amizade que o une a elas, ao contrário do que sucedeu no verão exuberante e exótico de 1989, constitui o granito fundamental para toda a sua vida presente e futura.

23.8.08

Redescobrir Lisboa

Torre de Belém em 1912 (generosa oferta do Pinguim!)
Torre de Belém em Agosto de 2008 (muitos agradecimentos ao Amigo Hydra, pela feliz lembrança)
Frente ribeirinha do Tejo no passado (registada graças ao amigo Pinguim!) Frente ribeirinha do Tejo, em Agosto de 2008, a partir da soberba vista do alto do Padrão dos Descobrimentos. Mosteiro dos Jerónimos - 1878 (Obrigado Pinguim, pela gentil partilha!)
Mosteiro dos Jerónimos - 2008

22.8.08

Uma tarde no museu

Quase todas as obras, cujas fotografias aqui se apresentam, pertencem a autores famosos de renome internacional e encontram-se expostas, com pompa e circunstância, num conhecido museu da cidade de Lisboa: o Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém. A última fotografia da obra exposta intitula-se "O visitante em busca de uma imagem" e é, sem dúvida, uma das minhas preferidas (private joke).

18.8.08

Leituras em férias

Margherita OGGERO (2008) La Colega Tatuada. Barcelona: Roca Editorial de Libros. ISBN: 978-84-92429-33-2
"En un mundo desquiciado, de relaciones explosivas y cotilleos gratuitos, los perros - y, en menor medida, los gatos - constituyen un reconfortante valor seguro. Los perros pueden tener pulgas, pero no te buscan las cosquillas diciéndote que si las suyas son más grandes y hermosas que las tuyas: se rascan y basta. Los perros te reciben meneando el rabo aunque pases de lo políticamente correcto, la autoayuda te parezca una capullada o aunque te niegues a mezclarte con los que llaman a los bedeles funcionarios escolares, a los celadores funcionarios de prisiones, a los hospitales instalaciones sanitarias, etcétera. Los perros no hablan, no escriben, no conceden entrevistas a la televisión - de momento - y por eso mismo son un valor seguro." (p.14).
Esta é uma curiosa e agradável leitura para este mês de Agosto, que recomendo vivamente.
Para além das considerações sempre pertinentes e aguçadas sobre o mundo, os homens, as mulheres e as relações humanas em geral, esta obra, muito ao estilo policial, diverte e educa, como diriam os antigos. Basicamente trata-se da história de uma professora de literatura, na casa dos 40 anos, que decide investigar, por sua conta e risco, o assassinato de uma colega de profissão. E a sua investigação levá-la-á a reequacionar a sua relação matrimonial e o seu modo de ver e de olhar o mundo. 
A não perder!

Também somos bons em muitas coisas

Tenho mantido, nos últimos tempos, alguma visão mais crítica do nosso país, mas devo confessar que temos por cá coisas que funcionam muito bem. Só é pena que tenhamos uma grande dificuldade em aprender, com as melhores práticas, dos nossos concorrentes pequenos gestos e pequenas coisas que nos poderiam garantir um forte e decisivo impulso, a todos os níveis.
Fica-nos, porém, a esperança de podermos modestamente contribuir para o bem comum com as críticas que vamos tecendo nestes fóruns.
Mas vamos àquilo que, de facto, funciona muito bem em Portugal.
A Via Verde é um excelente exemplo. Sei que as portagens são caríssimas e contribuem, em muito, para a dificuldade de estímulo à economia, mas a tecnologia subjacente ao sistema é, de facto, extraordinária. E aquilo funciona muito bem quer nos postos de abastecimento (já sei que são do fornecedor que impõe os preços ao mercado!!!), quer no pagamento dos parkings.
O sistema Multibanco é também um excelente exemplo, em que a tecnologia nos é útil e nos permite poupar tempo e dinheiro (confidencia-me um amigo que isto são considerações que, em breve, não se aplicarão mais, pois fala-se de uma taxa a aplicar a quem fizer levantamentos automáticos nas máquinas... respondo que isso se resolve, enchendo, como antigamente, os balcões das agências, para que os senhores banqueiros possam, com inteligência e conhecimento de causa, reavaliar a justeza das medidas tomadas!!!). 
Lanço o repto a quem quiser acrescentar exemplos de coisas que funcionem bem ou muito bem em Portugal, porque, procurando bons exemplos, infelizmente não me consigo recordar de mais nada...
A submissão electrónica do IRS é um suplício... as instruções abrem numa janela que anula aquela em que estamos a fazer a declaração... nada é intuitivo ou friendly... e ainda nos pedem para introduzirmos uma série de códigos que o sistema não disponibiliza e que a cada amigo atribui interpretações diversas... 
A compra de bilhetes electrónicos da CP só funciona para os comboios alfa ou intercidades e se um incauto tiver que adquirir um bilhete urbano, para ajustar horários, só o pode fazer na estação de partida e no próprio dia!!!! 
Penso, volto a pensar, reflicto... enfim, podia acrescentar que a publicação de posts neste blogue funciona muito bem, assim como a gestão do correio electrónico, mas estes serviços, que nos são disponibilizados, não são propriamente nossos....
Enfim...