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17.7.10

Da barbaridade que ainda existe em pleno séc. XXI

Vivemos num país ocidental e democrático, onde somos livres para expressar os nossos pontos de vista e para agir, no respeito pela liberdade dos outros.
Infelizmente, aquilo que consideramos natural e legítimo não o é para muitos povos nos mais diversos locais do mundo.
No Irão, país onde a pena de morte existe para inúmeras situações, uma mulher, entre muitas, foi condenada à morte por lapidação (acto bárbaro que nunca pensei ser possível existir) pelo facto de ter cometido adultério. Este é o mesmo país onde não há muito foram enforcados uma série de jovens sob acusação de serem homossexuais.
(Vi as imagens no Youtube, mas não coloquei o link porque o achei demasiado chocante).
Não tenho palavras, mas, naturalmente, lanço o apelo à indignação colectiva contra tudo isto. E fica também o link para uma petição internacional contra a barbárie!
9 de julho de 2010: Mohammad Mostafavi, advogado de Sakineh Ashtiani, disse à AFP: "ainda não fui informado de qualquer suspensão da sentença. Minha cliente continua na prisão."
Uma mulher iraniana encara a morte após ser torturada por um suposto adultério. Em 2006, Ashtiani foi condenada por ter mantido .relações ilícitas. e recebeu 99 chibatadas. Desde então, esta mulher de 43 anos está na prisão, onde se retratou da confissão feita sob a coerção das chicotadas. Só recentemente é que ela foi levada ao tribunal e recebeu um novo julgamento. De novo ela foi condenada e, desta vez, apesar de já ter sofrido uma punição, foi sentenciada à morte por apedrejamento. Essa prática desumana envolve enrolar firmemente a mulher, da cabeça aos pés, com lençóis brancos, enterrá-la na areia até os ombros e golpeá-la à morte com pedras grandes. Ontem, no final da tarde, o governo do Irã negou a informação de que Ashtiani seria executada por apedrejamento, embora sua sentença de morte ainda possa ser levada a cabo por outro método, provavelmente o enforcamento. Os ativistas dos direitos humanos no Irã, incluindo a Anistia Internacional, duvidam da veracidade dessa declaração e continuam preocupados com o destino de Ashtiani. Não podemos deixar Ashtiani tornar-se mais uma vítima do tratamento aviltante e desumano dispensado às mulheres no Irã, que se tornou uma realidade cotidiana. Faça sua voz ser ouvida e encoraje outras pessoas a fazer o mesmo Tome uma atitude contra a prática do apedrejamento; tome uma atitude contra o abuso de mulheres, assine esta petição.

3.7.10

Portugal e a Europa

Somos portugueses e temos orgulho no nosso país.
Somos europeus e temos orgulho em participar na cidadania europeia.
Não percebemos nem tão pouco compreendemos o delírio que parece ter-se apossado de alguns relativamente a Espanha. Se o caso se resume ao futebol, pronto, vá lá... eles venceram-nos, já percebemos todos isso, mas não é preciso embarcar em discursos delirantes do tipo vamos boicotar tudo o que é castelhano! Para quem adora o futebol, relembro que alguns dos nossos, por sinal, até ganham a sua rica vida em clubes castelhanos! Por isso, já basta de delírio tuga!
Noutros domínios - e falo da questão económica e financeira - só vos digo uma coisa: ainda bem que Castela está aqui à beira e tem recursos. Tenho cá para mim que ainda vai ser a nossa salvação.
Mas para explicitamente clarificar todo este delírio acerca do interesse estratégico português numa companhia estrangeira - sim, o Brasil é uma nação soberana e que já não faz parte do império, independente desde 1822! - , remeto-vos para um interessante post que descobri na blogosfera:
Vias de Facto: Ainda sobre o nacionalismo transnacional tuga