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26.2.09

Para ti

Portugal dos pequeninos (II)

Segundo corre por aí, os capitalistas que investiram o seu dinheiro no Banco Privado Português vão perder tudo, porque a instituição vai decretar a falência. Mesmo que queiram resgatar o dinheiro, tal não é possível, pois as contas encontram-se congeladas.
O argumento para a derrocada do banco e dos seus clientes são as práticas de gestão fraudulentas.
Eu, que não sou capitalista, mas que tenho uns trocaditos nuns produtos de aforro, pergunto-me: qual será a instituição que virá a seguir?
Sim, porque se os bancos não emprestam dinheiro entre si, porque desconfiam uns dos outros, provavelmente devem perceber um pouco da gestão de uns e de outros.
Sendo assim, e atendendo ao argumento invocado pelos responsáveis políticos portugueses - as práticas de má gestão dos banqueiros, que impedem qualquer intervenção por parte do Estado - , questiono-me quando chegará a hora de, também eu, perder os meus trocaditos? 

Portugal dos pequeninos

O que é mais ridículo: Michelle Obama querer um cão de água português ou esse facto constituir notícia na televisão portuguesa?

23.2.09

A Brigada dos Bons Costumes volta a atacar

Parece que alguém se terá sentido perturbado perante a capa de um livro sobre A Origem do Mundo, com ilustrações de Gustave Courbet, que se encontrava à venda na Feira de Livros em saldo a decorrer no centro da cidade de Braga. Vai daí, a PSP apreendeu os exemplares considerando-os pornográficos!
A Brigada dos Bons Costumes e da Moralização da Vida Pública está, de novo, em acção! Será que esta brigada não lê jornais??? Ou... talvez acredite, piamente, que as ofertas para relax, em apartamentos privados, com acessórios, video e afins se destinam tão só a promover o mercado imobiliário.
Viva o Circo!
Adenda: como eu sou um moço bem comportado e profundamente respeitador dos usos e costumes, e não quero ver o meu espaço associado a essas depravações, denunciadas pela dita brigada, deixo-vos o link para a capa do livro aqui.
Adenda 2: parece que, afinal, havia o perigo de alteração da ordem pública, de acordo com a notícia do jornal Público
Adenda 3: afinal, parece que a Direcção Nacional da PSP já deu dito por não dito e já concluiu que a obra em causa não é pornográfica!!! Segundo acaba de noticiar o Público, os livros vão ser devolvidos e a situação inicial (???) reposta... 
E a acção da PSP inseriu-se em algo estranhamente designado como acção preventiva. 
Viva o Circo!!!!
Isto vai bonito, oh se vai!!!

21.2.09

Do Carnaval e das personae

Estamos a chegar ao Carnaval, ocasião propícia para o assumir de algumas personae, tal como as práticas comunitárias bem nos têm proporcionado inúmeros exemplos.
A questão da máscara, da sua presença ou da sua ausência, não é de fácil explicação ou resolução. Desde logo porque me parece que cada um, no seu dia-a-dia, por razões várias, não pode / não deve ser totalmente transparente ou mostrar-se integralmente. Fazê-lo revelaria uma grande dose de ingenuidade ou poderia constituir, em certas e específicas situações, um acto de puro suicídio. E digo isto, sem quaisquer constrangimentos, mesmo sabendo que muitos leitores estarão, neste momento, a pensar que esta atitude pode indiciar cobardia, falta de coragem ou hipocrisia declarada. 
Não vivemos num mundo perfeito, mas numa selva, habitada por uma fauna terrivelmente perigosa. Este é, pelo menos, o ponto de vista do kapitão Kaus.
Tomar a decisão de iniciar um blogue, assumindo-o como o abrir dos registos pessoais de uma personagem de banda desenhada, implica que quem escreve não vai nunca revelar-se mais do que as convenções de uma história de quadrinhos. Agir de outro modo implicaria encerrar o blogue e caminhar noutra direcção.
Porventura alguém se questionará o porquê do recurso a uma personagem de banda desenhada. Porque sim. E ponto final. Não foi satisfatória a explicação? Paciência.
Alguém mais crítico questionará: porque não abandonar a máscara?
Respondo que tenho sérias dúvidas que isso trouxesse alguma coisa de muito positivo ao bem-estar da comunidade ou ao bem-estar de quem redige, neste momento, este texto.  A não ser a satisfação de alguma curiosidade. Mas, para isso, existem as telenovelas.
Quem me conhece pessoalmente e não apenas a persona designada kapitão kaus, sabe bem como eu sou e isso, a mim, basta-me. Eu não tenho necessidade de publicitar-me em nenhum cartaz. Sou um ser humano, como qualquer outro, nem melhor nem pior, um ser com qualidades e com defeitos, que acredita na felicidade e na capacidade que todos temos de a alcançar, com respeito uns pelos outros e sentido ético.

20.2.09

Com os votos de um bom Carnaval

Não sei porquê, mas esta situação fez-me lembrar muita coisa, já arquivada nas memórias, e deu-me uma valente vontade de postar isto.
Um excelente Carnaval para todas e para todos!

19.2.09

Parece que o carnaval já começou...

Esta é a 201 mensagem e, para comemorar um tal feito nada melhor do que um post sobre o carnaval que vamos vivendo neste nosso dia-a-dia. 
Pois bem, segundo relata o jornal Público, o Ministério Público acaba de proibir uma sátira ao computador Magalhães no carnaval de Torres Vedras. Parece que, de acordo com o que vem noticiado, alguém se lembrou de, nesse contexto, atentar contra a moral e contra os bons costumes, despindo umas mulheres.
Não vou comentar, porque, tal como vem noticiado, isto é tudo muito bizarro. Viva o circo!!!!
Adenda: segundo noticia o mesmo jornal, há outros carnavais e outros circos por este país fora. Mais uma vez, abstenho-me de comentar. Mas que a notícia até tem piada, lá isso tem!

17.2.09

Viva Portugal:: Obama disse: "Obrigadinho ó Silva!"

WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: Obama disse: "Obrigadinho ó Silva!"

O mundo: hoje e amanhã

Confesso que só hoje, depois de ler uma série de comentários acerca do programa Prós & Contras, da RTP 1, que abordou a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é que fui ver a gravação do programa. Ontem não vi o programa porque tinha mais o que fazer e também porque já estou habituado a ter que filtrar muita da informação com que nos inundam o serão e já não tenho pachorra para certas coisas.

 

Relativamente à questão direi apenas que aquilo que mais parece preocupar os defensores do não se resume ao medo: o medo de que a aprovação do casamento origine um ataque a um certo modelo de família; o medo do que possa vir a acontecer no futuro. E quando se tem medo, a solução parece ser o imobilismo.

 

Relativamente aos defensores do sim, a questão tem que ver com o reconhecimento de direitos e com a não discriminação de que têm sido / são alvo.

 

Os argumentos aduzidos, alguns são bizarros e hilariantes.

 

Não deixa de me causar espanto que a nossa sociedade tenha necessidade de efectuar um debate desta natureza. E que os medos e os pavores ainda condicionem tanto tanta gente.

 

Não sei se já repararam, mas nós estamos a viver o fim de um ciclo. As ideologias que nos governaram parecem ter ruído, com consequências que ainda não conhecemos na sua totalidade. O sistema capitalista estourou (está a implodir!). A ideologia marxista implodiu com a queda do muro de Berlim em 1989. (Restam resquícios, contaminados com ideologia capitalista na China). A ideologia do racionalismo iluminista, cuja raiz mais visível remonta à Revolução Francesa de 1789, foi claramente posta em causa com o colapso do sistema capitalista e com a emergência do fundamentalismo islâmico. O Cristianismo, enquanto sistema organizado de ideias, tem vindo a ser abalado, principalmente no mundo ocidental, nos últimos 20 anos.

 

Francamente, não sei qual é o futuro. Mas acredito que teremos que o construir solidariamente, com tolerância, diálogo e respeito mútuo. E principalmente sem medos. 

De que falamos quando falamos de sexo

Curiosa esta preocupação com a procriação e com a continuidade da espécie. A ser assim, as relações sexuais só têm lugar quando há intuitos procriativos. E quando os casais não prociam?

A família fica em causa!

A sociedade não pode renovar-se. 

14.2.09

Embora não seja propriamente um apreciador de chocolates, hoje, sábado, dia 14 de Fevereiro, deu-me uma vontade imensa de atacar uma caixa inteirinha. Sei que o não devia ter feito, até porque o chocolate não me faz nada bem à vida (só me faz crescer e me obriga a cuidados redobrados com a alimentação, a seguir), mas, dadas as circunstâncias e, em particular, o dia, apeteceu-me muito e assim foi este meu dia de S. Valentim: eu e uma caixa de After Eight! (E que bem que me soube!)

10.2.09

Um pouco de humor

E ainda apregoam os benefícios da leitura!!!!
(Muito obrigado pela partilha e pela gargalhada kaótica que acabei de dar! Merci:)

O novo acordo ortográfico

Para todos os que, como eu, volta e meia têm necessidade de escrever uns textos e ter a certeza que eles cumprem as regras em vigor, acaba de ser disponibilizado um conversor ortográfico da Língua Portuguesa, precisamente no Portal da Língua Portuguesa.

8.2.09

Off

Este blogue vai entrar em fase de balanço.
Oportunamente, quando a carga de trabalho diminuir, regressaremos.
Naturalmente os comentários que, volta e meia, são deixados ora aqui ora ali passarão também a ser mais raros, o que, para alguns, principalmente para os que têm menos pachorra, será uma mais-valia.

O que é o ponto G? O botão para accionar a bomba H?

Afinal, os concursos televisivos ainda permitem que alguns aprendam alguma coisa:
Falamos depois sff...: EL PUNTO G

7.2.09

Desafio aleatório

A Mik@, bloguista da melhor gema, lembrou-se de me colocar um desafio: escrever 6 coisas aleatórias sobre mim. Devo confessar que resisti bastante a aceitar um tal desafio porque, como já tive oportunidade de partilhar, não gosto muito de falar acerca de mim. Mas, dada a qualidade de quem me desafiou, aqui estão as respostas:
1) Não gosto nada de bebidas excessivamente quentes. 
2) Quando não estou familiarizado com os contextos, pessoas ou com as situações, fico muito ansioso; normalmente, trato todos com um formalismo inusitado que perturba imenso os meus interlocutores, ao ponto de os fazer pensar que, do outro lado da linha, estará provavelmente um E. T.
3) Não gosto de telenovelas, sejam elas de canais de sinal aberto ou de sinal codificado; tenho tendência a adormecer.
4) Adoro séries de humor inteligente.
5) Irritam-me pessoas que me tentem controlar ou que assumam posturas moralistas e/ou paternalistas. Idem no que se refere a pessoas que queiram saber mais do que aquilo que eu estou disposto a contar. Quando tal sucede, activo a "bomba engonhante" e nada, rigorosamente nada ficam a saber acerca de mim. Claro que acabam por me considerar um E.T. LOL
6) O que mais gosto é de estar com os amigos. De conversar, de passear e de partilhar uma refeição. 
E pronto! Já está! Já ficaram a saber 6 coisas aleatórias a meu respeito.
Agora, quem receber este desafio, terá, de acordo com as regras propostas pela Mik@, que:
Escrever as regras do desafio  Linkar a pessoa que enviou o desafio Contar 6 factos aleatórios sobre a vossa pessoa (ou mais…) Passar o desafio a 6 blogs e ir avisar os nomeados
Tam, tam, tam!!!!
Os nomeados estejam atentos, pois contactar-vos-ei por via electrónica! Que eu sou uma pessoa muito tecnológica ou o que é que julgam?!?

2.2.09

Um post inútil

Num comentário ao post de um Amigo, dizia eu que não gostava nada da neve. Porque é fria, porque me causa desconforto, porque a associo a problemas. Não deveria ser assim, até porque simbolicamente a neve representa a brancura, a pureza, a transparência eminente. Mas a mim, a neve não me agrada nada. E, ao contrário do que se passou com ele, eu sempre tive grandes dificuldades em me abrir e em falar acerca de mim. Talvez porque não haja nada de interessante para dizer. Ou talvez porque aquilo que eu digo, mais correntemente, sejam assuntos que só interessam aos técnicos da empresa em que trabalho. Ou porque abrir a concha em que nos metemos pode ser muito doloroso ou difícil. Dizia-me, há dias, um amigo que às vezes é melhor não abrir determinadas caixas, porque podem vir a revelar-se caixas de pandora. Se calhar poderá ser isso. Francamente não sei. Às vezes, sinto uma vontade inaudita de estar com os amigos e de me abrir. De abrir a minha alma. De falar simplesmente. Mas, quando surgem essas ocasiões, pouco ficam a saber a meu respeito. Se alguns são brindados com tópicos de natureza quase só profissional, outros são brindados com longos silêncios. E com uma incapacidade real da minha parte em partilhar o que, de facto, me faz viver e me dá Alegria. Realmente, confesso que a situação é estranha. E pode ser percebida como insólita.
É por estas razões que eu não gosto da neve. Porque me faz falar. Ainda que, quase sempre, de um modo muito oblíquo.