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30.1.09

Datas comemorativas: 30 de Janeiro, dia da saudade

Hoje, dia especial, escrevo-te para te dizer algo que sinto há muito: tenho muitas saudades tuas! Saudades da tua alegria, das tuas gargalhadas, daqueles momentos de partilha em que nada dizias e em que eu permanecia calado, olhando os dois o horizonte que se abria à nossa frente e em que eu acabava por interromper esse silêncio porque receoso de te confessar que tinha e que naturalmente teria enormes saudades tuas. Saudades de chegar à estação e de te encontrar lá esperando-me. Saudades de ti e dessa cidade, luminosa, clara e deslumbrante cujos recantos só tu conhecias e que me mostraste como acto de partilha que eu nunca encontrei em ninguém. Saudades enormes.

4 comentários:

pinguim disse...

Caro Kapitão
noutras circunstâncias hoje teria feito um post sobre este tema, realçando acima de tudo as imensas saudades de quem amo; não necessito de dizer-lhe isso hoje, porque ele sabe que as sinto dia a dia e cadavez mais.
Mas gosto de ver outras pessoas, neste caso tu, a expressarem os mesmos sentimentos e de uma forma tão bela.
Abraço amigo.

Pedro disse...

Mais do que saudades das pessoas que estão longe no espaço, tenho das que estão longe do tempo. Não só dos mortos defuntos, mas dos mortos vivos, de que nada resta do que eram no passado. E quanto a isso, não há plataformas de comboios nem sala de espera de aeroportos.

Ophiuchus disse...

... apenas a saudade boa, a dor anestesiada, um chorinho feliz, em que os momentos de felicidade sobejam a ausência - uma mágoa pequena levada pelo poder da não pertença, da benevolência...


Abraço, amigo Kapitão!

Daniel Silva (Sair das Palavras) disse...

As saudades curam-se no silêncio, não é? SE é que se curam... Ainda que esse silêncio seja um texto-poema como este: ua prosa.

Descreves bem os sentimentos.

Abraço forte para te sentires mais aconchegado de uma ausência que te fere...

Daniel