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1.1.08

Para que precisamos de um canal público de televisão?

O programa da passagem de ano de 2007-2008 foi absolutamente fascinante nos vários canais televisivos de sinal aberto.
Os canais privados brindaram-nos com concursos televisivos nos quais tivemos de aguentar um conjunto de aprendizes de cantores de 4ª categoria, com muita canção de gosto duvidoso. O que foi salvando a noite foi a possibilidade de ir fazendo zapping. Mas a pérola ficou reservada para o canal estatal: se a aposta na equipa do Gato Fedorento prometia alguma acção, a opção por um remake do reveillon de 1984-85 (?!???), com piadas desgastadas e tótós, deixa-nos um grande desconforto. Parece que, definitivamente, batemos no fundo!
(Salvou-se a RTP 2, com um filme, que deixou de lado a própria noção da passagem).
Se os canais televisivos podem ser considerados uma boa caixa de ressonância do estado de um país e do nível do seu desenvolvimento cultural, o novo ano só mostra que há ainda um longo caminho a percorrer...
E a questão coloca-se: para que precisamos de um canal público de televisão que é igual, no pior sentido, à concorrência privada?

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